sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Estante com caixas


Feita com caixas recicladas, lixadas e pintadas. O resto fica por conta da sua imaginação e criatividade. Bem interessante...

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Por onde passei

Por onde passei, deixei pedaços de mim e juntei pedaços de outros...
Por onde eu passei, deixei cair pingos de esperança e recolhi pingos de sofrimento.
Por onde eu passei, deixei rastros de saudade e levei toques de solidão. Por onde eu passei, salpiquei gotas de fé e carreguei gotas de incertezas.
Por onde eu passei, deixei no ar fragmentos de amizade e juntei fragmentos de rancor.
Por onde eu passei, deixei no chão, pétalas de rosas e estilhaços de sabedoria, no vento, partículas de esperança e no ar sementes de união.
Do céu deixei cair uma chuva de amor, com raios de luz e trovoadas de perdão!...
A: Fatima Fontenelle

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Felicidade

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. A sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não a podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Às vezes, abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
A: Cecília Meireles.

 

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ilha distante

 
Ilha de melancolia,
Sem portos e sem cidades,
Só praias de areia fria;
E coqueiros com saudades.
Praias de uma areia morta,
Conchas que ninguém apanha,
Coqueiros que o vento corta,
Brandido por mão estranha.
Morta já à flor da onda,
A espuma a sumir na areia;
Nenhuma voz que responda,
Aos ais que o vento semeia;
Ilha deserta, deserta,
Nem sequer junto à outra ilha;
E à noite uma luz incerta,
Que não se sabe onde brilha.
Ilha de um só habitante,
Com seu mar fora do mundo,
Mar que na maré vazante,
Cava cem braças de fundo.
— Ainda hás de ser a alegria,
De um vaporzinho cargueiro,
Que a ti chegará um dia,
Perdido no nevoeiro.
A: Ribeiro Couto

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