sábado, 26 de novembro de 2011

Ilha distante

Ilha de melancolia,
Sem portos e sem cidades,
Só praias de areia fria;
E coqueiros com saudades.
Praias de uma areia morta,
Conchas que ninguém apanha,
Coqueiros que o vento corta,
Brandido por mão estranha.
Morta já à flor da onda,
A espuma a sumir na areia;
Nenhuma voz que responda,
Aos ais que o vento semeia;
Ilha deserta, deserta,
Nem sequer junto à outra ilha;
E à noite uma luz incerta,
Que não se sabe onde brilha.
Ilha de um só habitante,
Com seu mar fora do mundo,
Mar que na maré vazante,
Cava cem braças de fundo.
— Ainda hás de ser a alegria,
De um vaporzinho cargueiro,
Que a ti chegará um dia,
Perdido no nevoeiro.
A: Ribeiro Couto


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terça-feira, 22 de novembro de 2011

A menina do semáforo

Magrinha, mal vestida, olhar espantado, a menininha se esgueirava ágil entre os carros parados no semáforo. Não devia ter mais que dez anos. A mãozinha estendida enfiava rápido em qualquer veiculo que tivesse um vão na janela. Ou, com os dedos, batia nos vidros, ostentado um sorriso.
Sabia que tinha que arrumar uns trocados. Do outro lado da vida, alguém a maltrataria, caso voltasse de mãos vazias. Ela sabia disso. E, corria ansiosa, parecendo estar acostumada com aquela vida, à única que conhecia até então. Já havia sido levada algumas vezes para um abrigo qualquer, mais por motivos desconhecidos, acabava voltando para as ruas. Seus olhos têm o brilho de quem não liga para o amanhã. Para ela, o presente parou ali entre os carros. E sua felicidade é receber qualquer moedinha oferecida por alguém que queira agradar, ou que, deseje livrar-se daquela presença, que para muitos é sinônimo de incomodo.
Quando o semáforo está para fechar, ela já sabe. Senta-se ali mesmo, na beira da calçada, onde espera os carros pararem novamente.
Pobre criança! Queira Deus que ela encontre o caminho certo. Não aquele para onde os carros vão, mas para aquele onde possa ser criança, jovem e adulta, respeitada na sua dignidade de ser um ser humano e feliz de verdade. Feliz, como todas as pessoas devem ser. Com o verde da esperança, o amarelo do ouro e o vermelho do amor. Com parada obrigatória, mas a vida seguindo...
A: Ligia.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Cozinha

Esta postagem era para estar lá no blog de Culinária, mas veio parar aqui de tão bonita. Aproveitem a idéia...
Cozinha – carrinho
Repare como as estantes de compensado naval vestem as paredes. Quando não serve à mesa, o carrinho de apoio fica parado em frente a pia. Fornos profissionais ajudam a elaborar assados e dividem a cena com peças assinadas. Reforma comandada pelo arquiteto Gil Mello e projeto de decoração de Vania Chene.
Fonte: Casa abril.

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sábado, 12 de novembro de 2011

Sua luz

Descubra sua própria luz, caso contrário passará o resto dos seus dias sendo nada mais do que o reflexo da luz alheia.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Corcovado (Estou no meu Rio de Janeiro)

Corcovado (Visto do Mirante Dona Marta)

Existem várias vias de escalada no Corcovado, dentre elas está a via K2, na aresta sudeste da montanha. Conquistada em 1962, a via se tornou um clássico da escalada em rocha no Brasil. Nos seus 100 metros de extensão, a via possui estilos bem variados: diedros, aderência e agarrinhas. A via não é destinada a iniciantes, porém escaladores com nível intermediário podem escalar essa via que fica na sombra na parte da tarde. As vistas ao longo da via incluem: Pão de açúcar, praias, baia de Guanabara e lagoa.
Uma das melhores vias do Rio!
Fonte: Internet 

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Profundo

Dentro de mim,
Um coração descompassado,
Que insiste, e não desiste,
De me fazer sofrer.
Na mente, a ilusão que um dia,
Ele possa, enfim compreender.
Amor passado,
Tão pouco durou,
Nem marcou espaço,
Foi-se embora, assim como veio,
Recusou-se a ficar preso,
No meu abraço.
Mãos soltas, braços vazios,
E eu, ainda espero,
Quem sabe uma palavra
Dita assim,
Como quem não quer nada,
Sussurros de uma alma,
Apaixonada.
Magoas, decepções,
Desejos de fingir,
Que poderia ter acontecido,
Tudo, e nada.
Eis que divago,
Até o infinito,
Onde o meu amor,
Decerto está agora...
... Escondido.
A: Ligia.

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