segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Infância

Minha infância, que saudade!
Tempos idos, tempos que lá se vão.
Lembrar disso tudo da saudade
Das brincadeiras inocentes,
Pés descalços no chão.
Lembro da minha tia, Esmeralda
Tirando água na cacimba
Colocando roupa no varal.
Lembro das frutíferas árvores no quintal
O meu pai querido reclamando
Porque nelas eu subia.
Ele dizia e repetia
Desce daí menina, eu vou te bater.
Eu já descia chorando, e me danava a correr.
Lembro
Da minha mãe com um vestido florido
Contando historia à luz de candeeiro.
Das brincadeiras de mãe e de comidinha.
Ao lado morava Dona Regina a vizinha
Coitada! Reclamava o telhado quebrado
Pelas pedras que eu havia jogado.
As empregadas que não me agüentavam
Que iam embora, pois não suportavam
A minha implicância e rebeldia.
Recordo as brigas com o meu irmão
Que diariamente acontecia.
Lembro nossa inocência e crendices olhando o céu
Esperando a invisível cegonha que não vinha.
E no natal os brinquedos, que nosso pai dizia
Ter sido presentes dados por Papai Noel.
Como é bom lembrar da nossa infância querida
Um pedaço do passado que ficou.
Parte boa da minha vida.
Que saudade!...
A: Dalva Nascimento.
Visitem o seu blog: fragmentosesaudades.blogspot.com

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