quinta-feira, 30 de junho de 2011

Silêncio

Agora que o silêncio é um mar sem ondas, e que nele posso navegar sem rumo, não respondas as urgentes perguntas que te fiz.
Deixa-me ser feliz assim, já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-lo tanto.
Só soubemos sofrer enquanto o nosso amor durou.
Mas o tempo passou, há calmaria... Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria matar a sede com água salgada...
A: Miguel Torga.

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