segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Se eu fosse apenas

Se eu fosse apenas uma rosa,
Com que prazer me desfolhava,
Já que a vida é tão dolorosa,
E não te sei dizer mais nada!
Se eu fosse apenas água ou vento,
Com que prazer me desfaria,
Como em teu próprio pensamento,
Vais desfazendo a minha vida!
Perdoa-me causar-te a mágoa
Desta humana amarga demora!
De ser menos breve do que a água,
Mais durável que o vento e a rosa....
A: Cecília Meireles.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O sorvete

Era uma vez um menino que foi a uma lanchonete tomar um sorvete. Na cidadezinha em que morava era raro um menino pobre como ele ter condições para isso. Na verdade, ele tinha trabalhado duro para conseguir aquele dinheiro.
Quando sentou no banco alto junto ao balcão, sua aparência e roupa traziam certo desconforto na moça que atendia.
- O que você quer, menino? – perguntou ela.
- Quero tomar um sorvete. Quanto custa um sundae de chocolate? – disse.
Um pouco impaciente, ela respondeu:
- Custam cinqüenta centavos!
O menino tirou do bolso as moedinhas e contou-as cuidadosamente. Um pouco acanhado, indagou:
- E o sorvete simples?
- Trinta e cinco centavos! Respondeu a moça, cada vez com menos paciência.
- Então tá. Quero um desses – disse o menino.
A moça se virou e, não se mostrando muito satisfeita, foi providenciar o sorvete.
Para o garotinho, em contra partida, aquele era um grande momento com o qual ele tinha sonhado muitas vezes e que, infelizmente, a moça que o atendia não conseguia perceber. E foi assim que tomou cada colherzinha do sorvete. Como se quisesse que ele não acabasse.
Quando finalmente o menino foi embora, deixou suas moedinhas sobre o balcão.
Com lagrimas nos olhos, a moça contou 50 centavos. Trinta e cinco do sorvete e 15 centavos que ele havia deixado para ela.
Copiei.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Muito prazer!

Muito prazer!
Sou
CoraçãoArrobaCoraçãoPontoComPontoBr Você amigo de vidro,
De pulsos telefônicos,
Impulsos eletrônicos,
De chips e megabytes,
Me é querido diariamente.
Preciso receber sempre seus e-mails,
Saber que,
Carinhosamente,
Você dedicou seu teclar
E um enter para mim.
Preciso deste @braço
Em negrito, itálico,
Times New Roman.
Do seu ;-* e [ ] emoticons
Do nick,
Preciso me acostumar em saber
Que tenho amigos invisíveis
Que "me gostam"
Por minhas palavras,
Meus textos e
Minhas atitudes.
Receba meu @feto...
Receba meu c@rinho...
Receba meu @mor...
Desconheço os autores do texto e da formatação.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Do que é feito!

Do que é feito um grande amigo...
Deus na sua extrema sabedoria observando o homem, percebeu que ele além da esposa, dos pais e dos filhos precisava de mais alguém para completar a sua felicidade e então Ele resolveu criar alguém muito especial.
E para isso Ele resolveu juntar algumas boas qualidades para formar esta pessoa muito especial.
Ele juntou a paciência, a compreensão, o carinho, e o amor que são típicos da mãe.
Colocou um pouco de determinação, de força, de decisão, tirados do pai
...e percebendo que ainda faltava alguma coisa, misturou a tudo isso a pureza, a espontaneidade, a alegria, a irreverência e a sinceridade das crianças. Para dar o retoque final Ele acrescentou a paciência, e a moderação dos avós.
Disso tudo surgiu um alguém muito especial, importante e fundamental na vida de todos nós.
E de toda essa mistura de boas qualidades e de tudo que é bom, surgiu
o AMIGO...
Surgiu VOCÊ!!!..
A: Sandra Mamede.

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cavalgada

Vou cavalgando... Contornando a orla...
Aspirando o doce cheiro do mar...
Contemplando a esfuziante aurora.
Coração vertiginosamente... a pulsar...

Vou cavalgando... Sonhando, sonhando!
Com os beijos e as carícias daquele verão.
Emoções desgovernas... No éter bailando...
Abstraídos na emoção, perdemos o chão!

Ah, meu louco coração... Faz isso não!
Amar é fogo que incendeia e não apaga!
Noite vazia que se alonga sem explicação,
É saudade dolorida que grita na alma!

Vou cavalgando, sentindo da brisa o perfume,
vendo sua silhueta na espuma dourada...
Bendizendo cada suspiro, cada queixume...
Por saber-me intensamente amada!...

Cavalgando... Vou pelo mar, mundo afora.
Esperando sua chegada na madrugada...
Que virá repleta de beijos na mesma hora...
E a vida seguirá sendo uma bela cavalgada!
Prazerosa... Desvairada e encantada!
A: Marilena Trujillo.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Carente... Vazio...

Triste, acordei triste!
Não que tenha dormido mal
Foi um sono só, solto, direto.
Um sono de noite toda, reto.
Foi uma fuga só,
até o amanhecer.
Tinha tudo para estar bem.
Tinha?
Estou triste!
Uma vontade de colo,
De abraço, de afago,
De aconchego!
Não precisa falar.
Não precisa me ouvir.
É só do meu lado estar,
Entrar lá dentro e ficar.
Meu espaço vazio ocupar.
Estou com um nó na garganta.
Sensação de solidão.
Um vazio que é de imensidão.
Um sozinho lá dentro.
Um coração que é sangrento.
Mais que isso... nó na garganta,
Vontade de lamento.
Por mais que eu queira,
Que eu lute, que eu resista,
É uma luta vazia.
Não tem propósito.
O ar tá cheio de gente.
O mundo tá cheio de vida.
Que me importa?
Pra mim não tem ninguém
Não há o que me contente,
Tudo em mim é tédio.
Tudo me é ausente.
Quero colo,
Quero carinho,
Quero afeto,
Me sinto sozinho.
Tão sozinho.
Só, apenas sozinho!
Me encha, me preencha...
Está vazio...
Estou só... muito só.
Meu braço não me abraça.
Teu braço não me abraça.
Meu peito não respira,
Meu peito só suspira!
Meu coração bate...
É só sobrevivência.
Seu bater é mudo...
Está vazio...
Não tem ressonância.
Um nó na garganta.
Um choro que não chora.
Aperta, maltrata, dói.
Está vazio,
Está um nada, um vácuo.
Chora meu choro!
Por que você não chora?
Chora... Sai e põe pra fora.
Rasga o peito.
Expõe a dor ou o defeito.
Preenche este maldito vazio
que ocupa o meu peito.
Solitário... Solitário...
Não me importam os presentes,
Me são todos ausentes.
Quero um colo pra chorar.
Eu choro por querer chorar,
Eu choro por não chorar.
Não há lágrimas, só vazio!
Escuta, ouve meu grito...
Estou só, só em meio a solidão...
Só... Bem no meio da multidão...
Só... Vazio.
A: Marcos Woyames de Albuquerque.

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