quinta-feira, 13 de maio de 2010

Soneto do Amigo

Enfim depois de tantos erros passados,
Tantas retaliações, tanto perigo,
Eis que ressurge noutro o velho amigo,
Nunca perdido sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado,
Com olhos que contêm o olhar antigo,
Sempre comigo um pouco atribulado,
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano,
Sabendo de mover e comover,
E a disfarçar com o meu próprio engano.
Um amigo: um ser que a vida não explica,
Que só se vai ao ver o outro nascer,
E o espelho de minha alma multiplica...
A: Vinicius de Moraes.

2 comentários:

Maysha 13 de maio de 2010 10:34  

Muito bonito este poema, aliás como todos os de Vinicius, que aprecio.
Beijos amiga

Silmara F. 17 de maio de 2010 05:14  

OI Ligia, td bem?
Desculpe a demora pela visita.
Estou mto atarefada amiga e só agora deu tempo de moderar meus comentários.
E vc como está?
Teu blog está cada vez melhor como sempre né...
Bjs amiga.

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