sábado, 10 de outubro de 2009

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento,
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto,
Que mesmo em face do maior encanto,
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento,
E em seu louvor hei de espalhar meu canto,
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure,
Quem sabe a morte, angústia de quem vive,
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure.
A: Vinicius de Moraes.

1 comentários:

Maysha 16 de outubro de 2009 10:30  

Ola Ligia passei só pra desejar um bom fim de semana
Beijo de luz

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