segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quando Cai o Pano

Quando cai o pano...
Olho para o interior de mim mesma,
E me assumo criança indefesa.
Falta-me forças até para fingir
Que não tenho medo...
Fico parada nos caminhos da vida,
Vendo tudo acontecer, paralisada.
Tantas histórias poderiam ser contadas,
Será melhor se me manter calada.
Por que falar de sofrimento!
Só aumenta a dor!
E dói demais, sonhar acordada,
O que não deveria ter sonhado.
As coisas suportadas,
Aquelas mesmas,
Que deveriam ter sido especiais,
Passaram a incomodar. Virou tormento.
Se alguém vai embora de uma vida,
Para quem fica só resta sofrimento.
Não volte...
Não deveria nem ter vindo...
Deves sorrir,
Já que vais embora levando minha paz,
Não era isso que veio buscar?... A minha paz!
Por que o espanto! Vai embora, vai!
O que existe depois de si é um silêncio,
Atroz, medonho,
Do tamanho de uma decepção,
Meu coração se recolherá emudecido,
Diante dessa cruel desilusão,
De quem passou pela vida sem viver,
Esperando o amor acontecer.
A: Ligia.

2 comentários:

Sol e Luar 4 de agosto de 2009 01:41  

Por vezes Ligia as decepções servem para nos alertar,para nos ajudar a crescer.
Logo ali ao virar da esquina espreita a felicidade.
Beijo

Anônimo,  5 de agosto de 2009 13:38  

Parabens, amiga. Gosto de ler-te.
Sou Luciana. Bjs.

Comigo agora

  ©Template Fragmentos (Textos, Poesias, etc) by Silmara Layouts