segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Cachoeira do Anjo Rosa


Um lugar bem aprazível de um parque. O sol se manifestava de maneira surpreendente. A floresta com seus tons de verde, suas altas árvores, em alguns trechos pareciam tocar o céu.
No meio deste paraíso, a cachoeira vertia a água límpida, que ia vencendo a barreira sinuosa entre as pedras até parar na calma do laguinho acinzentado.
Tranqüila, o anjo Rosa escolhia as pedras em que ia pisar. Sabia que poderia haver alguma escorregadia e precisaria de uma mão se não quisesse cair. A pouca distancia um anjo observava. Azul era o seu nome. Ele passava ali por acaso, e resolveu brincar com o anjo Rosa. O anjo Azul estendeu a mão, não queria que ela se ferisse na inocente brincadeira. Ainda não se conheciam, mas tudo fazia crer que ali estava nascendo uma bela amizade. E era verdade.
Brincaram muito, despreocupados e felizes.
No auge dos folguedos, por alguns instantes suas auréolas se fundiram, e eu, observadora daquela cena tão bonita, especial para uns poucos privilegiados, me emocionei. Neste momento tive a impressão que a água que escorria morro abaixo dava uma breve parada.
Era a Deusa Natureza dizendo não. Só que o anjo Rosa não percebeu, e foi ficando cada vez mais encantada com o anjo Azul.
Na cabecinha do anjo Rosa ela achou que tinham nascido um para o outro.
_Preciso de você, não quero que se vá! – dizia o anjo Azul.
_Somos amigos, nunca te abandonarei – ponderava o anjo Rosa – Mas nunca vou estar no seu abraço!
Não tinham nada em comum, senão a comunhão espiritual por serem anjos. Mais uma vez, a Deusa Natureza a protegia...
O anjo Azul já tinha uma vida e era feliz. Mas não disse. Não naquela hora.
Como era bonito ver os dois anjinhos! O anjo Rosa tinha pelo anjo Azul uma grande amizade, tão grande que mesmo vendo nas entrelinhas, ela não queria ver. Mas sentia, e esperava...
Um dia, finalmente, o anjo Azul falou, pois compreendeu que mesmo que tomassem caminhos diferentes, mesmo que não se falassem nunca mais, ao tocarem suas auréolas se tornaram amigos para sempre. Ele precisava viver sua felicidade com o Anjo que já lhe fora predestinado.
A cachoeira do anjo Rosa foi só um atalho nos caminhos de sua vida.
O anjo Rosa entendeu que a partir dali deveria continuar pulando suas pedrinhas, sempre com muito cuidado, até surgir outro anjo querendo brincar.
Quem sabe ali, no meio de tantos anjos, não estaria aquele a quem poderia abraçar...
Por que os anjos também acreditam em anjos.
E ela não era exceção.

3 comentários:

pormaisqdmais 20 de agosto de 2009 21:26  

Delicioso, quase dá para tocar as pedras e a água. bjs 1000 - fffc (fatima)

Fátima Osaka 21 de agosto de 2009 11:58  

Oi Ligia...vim agradeçer a sua visita em meu blog e dizer que adorei o seu...e vou ser sua seguidora...bjus querida...

SILMARA´R 22 de agosto de 2009 14:08  

Olá, querida, vou muito bem, e vc?
Bom a seu pedido postei no meu Blog Silmara Layouts, como colocar 3 colunas no blog,...
Veja lá, tá postado...
Sucesso..., qualquer dúvida pergunte

Comigo agora

  ©Template Fragmentos (Textos, Poesias, etc) by Silmara Layouts