sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Velho na Janela, a Lua e o Sol

Nem bem o sol
Se põe,
A lua, tão bela,
Como um quadro,
Aparece no céu.
Seu brilho suave,
Ilumina aquela janela,
Onde um velho embevecido,
Suspira,
Perdido a sonhar,
Imaginando que assim,
A lua, possa abraçar.

Ela, a lua,
Agora tão distante,
E o velho pensa,
Ah! Quem me dera,
No tempo possa voltar,
Quem dera... – suspira ele –
Poder tocá-la.

Enquanto isso,
O sol espera adormecido,
Que a lua se canse de reinar,
Para que, assim,
Ao final da madrugada,
Ele possa finalmente,
Despontar.

Então o velho, cansado,
A janela fecha,
Volta para os seus delírios,
Não quer ver o sol,
Que lhe rouba a amada,
A mão trêmula,
Ajeita a cortina,
Achando que a lua,
Adormeceu na sacada.
A: Ligia.

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