sábado, 16 de maio de 2009

Nesse Dia Ele Não Disse: Volte!


“Não há pedras em meu caminho,
Não há ondas no meu mar,
Não há ventos ou tempestades,
Que me impeça de voar”.
(trecho de uma música do conjunto de rock “Roupa Nova”)
Tinha muito a ver. Bastou um alento, um empurrão e eu voei, a princípios receosa, depois sem medo. Voei alto, bem alto e livre. Vivi uma emoção enorme a cada segundo, cada minuto.
E vi que não se pode voar com os pés no chão. Seria como um pássaro com a asinha quebrada. Coloquei meus pés nus nas areias escaldantes do deserto, e queimei. Não era o meu caso. Eu tinha medo de encontrar um grande e tenebroso vazio na minha frente. Não se voa amarrado em pensamentos, nem se espera por quem já cansou de voar. Sacudi com energia a poeira da vida e voei.
Sábio é quem entende que não pode manter engaiolado quem nasceu para a liberdade, e ensina, encoraja, liberta. Feliz é quem aceita e voa atraz de seus sonhos. E acorda para realizá-lo. E agradece.
É muito bom voar...
Volto a escutar as vozes do tempo, perdida em misterioso diálogo comigo mesma. É meu interior que reclama, e se questiona sobre a possibilidade de um amor. Sinto-me perdida. Será que é melhor voar só? Ou em bando?
Vou bater em poste, pousar em rede de alta tensão, mergulhar num mar revolto, voar em círculos num deserto, mas enquanto puder, vou voar.
E vou rezar para não ser presa fácil nas redes de um caçador qualquer. Salvo se ele tiver muito amor para dar. E quiser ser amado...
Por mais que queira dizer, sempre direi pouco. Quero as respostas que estão dentro de mim, e só a mim elas se revelarão!
Preciso voar. Sinto em mim a energia do universo. Olharei para traz e não reconhecerei o caminho. É cedo para voltar. Estou perto do infinito e é lá que quero chegar.
Já não sou mais a mesma.
Sou um beija-flor, estou voando!
A: Ligia.

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