terça-feira, 26 de maio de 2009

Buscando a Paz


Que alegria foi o meu passeio no Aterro do Flamengo. Ainda ouço as maritacas cantando. É só fechar os olhos e o sinto a brisa vir beijar-me o rosto. A grama verde, os bancos, até a pista de caminhada... Já sinto saudades.
Os passos vãos lentos, não há pressa para a chegada. Deixo que meus olhos desfrutem cada centímetro do espaço ao redor. Bem perto, o Monumento aos Pracinhas, adiante a Marina da Gloria, estou chegando na Cidade das Crianças, já vejo a Baía de Guanabara e ao fundo, majestoso, o Pão de Açúcar. Que bela visão!
O sol, tímido, mostrava tênues raios, naquele dia nem ele ousou atrapalhar meus devaneios. Preferiu manter uma temperatura amena e ficar como mero espectador daquele momento especial para mim. E caminhei.
Acho que estava com um sorriso bobo no rosto, pois os caminhantes que vinham em sentido oposto a mim, sorriam também.
E tinha meus anjos. Não, eu não estava sozinha!
Caminhar faz bem ao corpo, a alma e ao coração. Saúdo o colibri que passa e ele dá sua clássica parada no ar, como se retribuísse meu cumprimento.
Meus pés estão no chão, mas a mente divaga. Penso numa pessoa querida.
Minha alegria é quase infantil, coisa que só um coração sensível seria capaz de perceber. E lá estavam eles: o pipoqueiro, o sorveteiro, o vendedor de balões e como não poderia deixar de ser, crianças, muitas crianças.
O colorido daquela manhã era esplendido, perfeito.
Continuei a caminhada aproveitando ao máximo a magia da paisagem. Cantinho privilegiado da cidade do Rio de Janeiro. Minha vontade era cantar, gritar, acenar para o nada, rodar. Queria que todos vissem minha felicidade.
Permiti-me sentar um pouco, e fechei os olhos para absorver aquela energia. A paz estava ali, era só esticar o braço e poderia toca-la. Tudo era muito poético. Outono... Salvo as flores da ocasião, era o cheiro bom do verde que fazia crescer em mim o desejo de voltar outras vezes. _Porque tem gente que maltrata a natureza? Perguntei a mim mesma.
Fui até a beira-mar. O vento soprou com força a água provocando uma marola que veio se desfazer aos meus pés. Senti-me como uma rainha recebendo a homenagem de seus súditos, e estendi a saudação a Rainha-Mor: Odo-yá...
Uma lágrima furtiva teimou, e escorreu pelo meu rosto.
Senti que era chegada a hora de tomar o caminho para casa.
E voltei em paz.
A: Ligia.

1 comentários:

Maysha 20 de junho de 2009 09:21  

Lindissimo texto Ligia.
Tambem eu deixo a minha saudação à Rainha-Mor...Odoya

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